XII Fórum Mineiro de Psicanálise







XII Fórum Mineiro de Psicanálise







Muriaé 25, 26 e 27 de Julho de 2024

"Corpos, línguas e outras escritas"

Sobre o Fórum Mineiro de Psicanálise

O Fórum Mineiro de Psicanálise, desde sua origem em 1996, tem como objetivo construir espaços de interlocução em torno das questões relevantes para os psicanalistas e outros interessados. O tema da 1ª edição foi “O que se faz, quando se faz psicanálise?”. A cada edição do FMP uma cidade de Minas é escolhida como próximo ponto de encontro.

 

Em 2017 aconteceu em Belo Horizonte a 9ª edição com o tema “Dificuldades da Psicanálise”. No processo de organização deste evento foram criados os pré-fóruns: encontros de estudos preparatórios que circularam por várias cidades de Minas Gerais e, desde então, fazem parte das atividades que constituem cada edição.

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Em julho de 2019, a 10ª edição do FMP aconteceu em Divinópolis e teve como tema o “Ex-tranho: a Psicanálise @s voltas com Unheimliche”.

 

O 11º Fórum Mineiro de Psicanálise estava previsto para acontecer em julho de 2021 na cidade de Pouso Alegre. Todavia, em função da pandemia, decidiu-se, a partir das reuniões de organização, realizar nesse ano apenas os pré-fóruns, de forma online. Em 2022 essa edição aconteceu, também de forma online, com o tema “O sujeito na massa de Eus”, a partir do texto de Freud “Psicologia das Massas e a Análise do Eu”.

 

No item “Edições anteriores”, no menu principal desse site, você pode navegar pelo ambiente virtual da 9ª, da 10ª e da 11ª edição do Fórum Mineiro. É um passeio interessante pelos caminhos que a psicanálise constrói no nosso território. Ainda temos alguns exemplares dos livros produzidos por edições anteriores. Nestes livros constam trabalhos apresentados e transcrições de plenárias. Entre em contato para ter acesso a esse material. 

 

12º Fórum Mineiro de Psicanálise está em preparação. Acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de julho de 2024, em Muriaé, retornando à modalidade de encontro presencial com o tema “Corpos, línguas e outras escritas”. Os textos de Freud: “As pulsões e seus destinos” e “Caminhos da terapia psicanalítica” foram escolhidos como referências fundamentais para essa edição. Assim a psicanálise continua a pulsar nas Gerais!

Linha do tempo das edições - FMP

EDIÇÃO ANO TEMA CIDADE
I FMP
1996
O que se faz, quando se faz psicanálise?
Belo Horizonte
II FMP
1998
Psicanálise, pra que isso?
Uberaba
III FMP
2000
Angústia: Escuta Geraes
Araxá
IV FMP
2002
A transferência
Governador Valadares
V FMP
2004
-
-
VI FMP
2006
A ética da psicanálise: do particular ao coletivo
São João Del Rei
VII FMP
-
-
-
VII FMP
2011
Mal-estar na Psicanálise
Bom Despacho
IX FMP
2017
Dificuldades da Psicanálise
Belo Horizonte
X FMP
2019
Ex-tranho: a Psicanálise @s voltas com Unheimliche
Divinópolis
XI FMP
2021
O sujeito na massa de Eus
Pouso Alegre (online)
XII FMP
2024
Corpos, línguas e outras escritas
Muriaé


"Corpos, línguas e outras escritas"

O Fórum Mineiro de Psicanálise nos convida a falar. Essa invenção, sustentada há mais de 20 anos por psicanalistas e outros entusiastas em seus coletivos locais, é terreno fecundo para sonharmos com o compartilhamento de nossa prática, trabalhando na transmissão do fazer clínico. Esse sonho, impossível por princípio, funda um corpo, cria uma língua e escreve seu próprio percurso.

O lugar que serve de território para a 12ª edição do FMP, que acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de julho de 2024, é a cidade de Muriaé e seus arredores, na Zona da Mata Mineira. Um ponto, múltiplo em si mesmo, na Zona da Mata mineira, cercada por montanhas, picos e vales. Encruzilhada de rodovias importantes para o escoamento de víveres e bugigangas, trânsito constante entre o frenesi urbano e o infinito rural. Nossa região é originariamente habitada pelo povo Puri, guerreiros ousados e nômades que resistiram bravamente a um violento processo de dominação capitaneado pelos interesses industriais e comerciais. A produção de café, a criação de gado de corte e leiteiro, as confecções de roupas, as instituições de educação, o varejo aquecido dos pequenos centros e os aparelhos de cuidado à saúde desenham uma história de conflitos, trabalho, calor e suor. O corpo, atravessado por múltiplas rodovias, sofre as deformações do tempo e do esforço repetitivo, e por vezes dança, canta, pinta, esculpe, representa e escrevem. Do corpo do trabalhador ao corpo social que o circunscreve, faremos uma leitura do que a psicanálise escreve nessa terra em diálogo com os outros territórios.

A língua que nos serve de código é à mineira. Recheada de papilas gustativas exigentes e criativas. Como prática de linguagem, uma língua é o que brota de um corpo e se enlaça com o outro. E mesmo sabendo que há um som que retumba de forma única na pele de cada corpo, a língua é dobradiça que faz a singularidade se insinuar com o universal. Além de um sistema fluido de códigos estabelecidos ao longo do tempo, a língua mineira, reinventada pelo som de cada um, vibra segundo suas próprias contingências e nutre a esperança de ser ouvida. A língua que chicoteia os desafetos, que faz sorrir as velhinhas na janela, que engana o povo com terras prometidas, às vezes declara o amor e a saudade com muita melodia. Ela é a ferramenta que o corpo falante, de um povo qualquer, manifesta sua diferença em relação ao mato alto que o cerca.

A escrita é vereda. Trilha. Picada. Rasgo na terra feito pela navalha do arado. De olho no terror dos cadernos de anotações de compras e vendas de pessoas escravizadas, no clamor dos rosários rabiscados para a rezinha, nas poesias e protestos sustentados nas praças, o Núcleo de Estudos Travessia funcionará como escrevente nesse encontro de psicanálise. Anotaremos o que da clínica se decanta como saber sobre a beleza da incompletude e a insistência do dizer. Convidamos você para tomar a palavra, a dose de café e o pedaço de queijo para escrever com a gente esse trecho do Fórum Mineiro. Mais do que repetir os fundamentos da prática, usaremos o entusiasmo para construirmos juntos esse capítulo da história da psicanálise em ato, presente, nas terras de Minas.

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Dois textos de Freud nos servem de ponto de partida para nossa aventura no campo da transmissão da psicanálise: As pulsões e seus destinos* como porta da cozinha para as discussões sobre o real do corpo e suas práticas linguageiras; e Caminhos da terapia psicanalítica** como terreiro de dança entre a clínica e a cidade. Dos corpos gozantes dos trabalhadores às suas práticas coletivas, conversaremos sobre os caminhos da pulsão que contornam os objetos impossíveis. O ponto de partida é o lugar do qual nos despedimos para uma travessia em direção ao que não podemos sequer esperar. Sejam muito bem vindes.


*Freud, S. (2017) As pulsões e seus destinos. In Obras Incompletas de Sigmund Freud. Belo Horizonte: Autêntica. (Obra original publicada em 1915).

**Freud, S. (2019) Caminhos da Terapia Psicanalítica. In Fundamentos da Clínica psicanalítica. Obras incompletas de Sigmund Freud. Belo Horizonte: Autêntica. (Obra original publicada em 1918). 


Curadores

Para compor e traduzir a experiência estética do tema “Corpos, línguas e outras escritas” contamos com a expressividade de artistas da cidade de Muriaé, onde acontecerá a 12ª edição do FMP.

Sérgio Campos é o escultor, pintor e desenhista cujas imagens das obras foram gentilmente cedidas para inspirar a identidade visual de nossas redes de comunicação. Sérgio é um multifacetado artista formado pela Escola de Belas Artes da UFMG e traz consigo uma trajetória de experimentação e originalidade. Sua jornada artística o levou a explorar os domínios do desenho, pintura e escultura, onde sua paixão pela anatomia humana e animal encontrou expressão. 

A contemporaneidade de sua obra é uma jornada sem limites, transitando do expressionismo ao realismo mágico, alimentando-se de uma paleta de tons que ecoam memórias e símbolos. Em suas telas, a técnica do óleo se torna uma sinfonia de camadas, onde cada pincelada revela a profundidade da reflexão. Seus trabalhos desafiam o espectador a mergulhar em um mundo onde o tempo é fluido e o espaço, ilimitado, onde o início e o fim se fundem no contínuo das superfícies.

Núcleos de Estudos Travessia agradece ao artista pela confiança e disponibilidade para fazer nossa caminhada mais prazerosa. Para conhecer mais trabalhos do Sérgio recomendamos o site do seu atelier: sergiocampos.art.br

O Gigante Dourado, escultura de Sérgio, conhecida como Estátua do Trabalhador, é uma criação feita em bronze e aço – com 16 metros de altura e 15 toneladas – que se tornou um dos símbolos da cidade de Muriaé. Instalada na praça Prefeito Paulo Carvalho, foi inaugurada em 1986 como homenagem à abolição da escravatura no Brasil. Esta obra é a referência para a criação de nossa logomarca

A logomarca desta edição do FMP nasceu pelas mãos de Natasha Souza, que trabalha com a ‘arte de se movimentar’ e psicanálise, sob o olhar e desenho de Grace Pacheco, de Cataguases – MG, inspiradas no Gigante Dourado de Sérgio Campos e nas pinceladas da artista de Carangola Fabiola Garcia. O corpo do trabalhador, um calceteiro com sua ferramenta para quebrar ou assentar pedras, ganha leveza e precisão ao ser usada para esculpir as letras que escrevem o nome do nosso encontro. Homenageamos os trabalhadores que sustentam e transmitem os saberes e fazeres do mundo. Agradecemos à cada um que dedica esforço e afeto, cotidianamente, no campo do amor e do trabalho. 

As artistas Graziela Mulano Dias e Débora Garati criam os boletins informativos com detalhes das reuniões gerais e das decisões do coletivo 12º FMP. As fotografias de Graziela e de Anderson Lourenço, os desenhos de Débora, as poesias de Natalino SilvaRodrigo MansurDaniele Martins Luiz Antônio Crispi Araújo, moradores de Muriaé, compõem as formas e conteúdos artísticos de nossos materiais. Registramos nosso sincero agradecimento pelo carinho e beleza que oferecem para nossa experiência.


Comissões Organizadoras

CIENTÍFICA

Elizielly Martins
Jacqueline Pereira
Janilton Gabriel de Souza
Magali Milene Silva
Marília Alvarenga
Tereza Ramos
Thales Fonseca
Roberta Ecleide de O. Gomes Kelly
Silvana Mancini

CARTÉIS

Emiliane Antunes
Juliana Marçal
Marina Silveira
Silvana Mancini
Tereza Ramos

PRÉ-FÓRUNS

Bárbara Guatimosim
Fillipe Mesquita
Gisele Scarpone Salem
Hugo Silva Valente
Janaína S. Pereira
Marília Alvarenga
Scheherazade Paes

ESTÉTICA

Charlina Silva
Débora Garati
Gisele Scarpone Salem
Graziela Maria Mulano Dias
Jacqueline Pereira
Joice Hellen da Silva
Magali Milene Silva
Marina Reis
Natasha Souza
Sávio Theodoro
Vanessa Vasconcelos

MÍDIAS

Carmen Reis
Marina Reis
Luiz Antônio Araújo
Hugo Valente
Natalino Silva
Natasha Souza

LOGÍSTICA

Bárbara Morena
Gabriel Nery
Graziela Mulano Dias
Hugo Valente
Lidiane Paiva
Marina Reis
Natalino Silva
Paulo Sarapião
Thereza Ramos

COORDENAÇÃO

Débora Garati
Graziela Maria Mulano Dias
Hugo Silva Valente
Joice Hellen
Marina Reis


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